Rigor e acolhimento
Critério não precisa excluir diálogo; acolhimento não significa abandonar responsabilidade.

Sobre • História profissional
Uma trajetória entre Pirapora, indústria, pesquisa, sala de aula e construção de soluções.
Começar pela origemMinha origem
Havia uma fila enorme para a inscrição no curso de Eletricista de Manutenção. Eu fui por insistência do meu pai, ainda sem saber que aquele gesto abriria a primeira porta de toda a minha trajetória profissional.
Desde a primeira aula, eu me encontrei. Teoria e prática deixavam de ser mundos separados. Cada circuito tinha uma razão, cada ferramenta exigia cuidado e cada problema podia ser compreendido por partes.
“A técnica me mostrou como as coisas funcionam. A educação me ensinou por que esse conhecimento precisa circular.”

Formação e indústria
Vieram a formação técnica em Eletrotécnica, a Engenharia de Controle e Automação, especializações, indústria, projetos e implantação. A travessia profissional por Contagem ampliou minha visão sobre equipamentos, prazos, segurança, produção, custos e confiança.
O percurso acadêmico também exigiu recomeços. Uma experiência de mestrado interrompida na UFMG não encerrou a pesquisa. Em 2022, concluí o Mestrado em Modelagem Computacional e Sistemas na UNIMONTES.
Da primeira bancada à educação profissional
Os marcos não contam tudo, mas revelam como técnica, pesquisa, indústria e docência foram se encontrando.
A insistência do meu pai me levou ao primeiro curso técnico e ao lugar em que descobri meu caminho.
A base elétrica ganhou método, responsabilidade e relação direta com o trabalho.
Automação, sistemas e projetos ampliaram a forma de enxergar processos industriais.
Manutenção, materiais técnicos, projetos, prazos e pessoas ensinaram que nenhuma decisão técnica acontece isoladamente.
A pesquisa em Modelagem Computacional e Sistemas consolidou o hábito de investigar, testar e revisar.
Em 6 de agosto, o antigo estudante passou a integrar a instituição como instrutor.

Indústria, pesquisa e docência
Trabalhar com engenharia e implantação ensinou que decisões técnicas afetam pessoas. Retomar a pesquisa ensinou a testar hipóteses e revisar caminhos. A docência reuniu essas experiências em uma responsabilidade nova: ajudar alguém a construir autonomia.
6 de agosto de 2025
Voltar ao SENAI como instrutor não representa uma complementação de renda. É o lugar onde me reconheço profissionalmente e onde quero estar todos os dias.
Voltei à instituição que abriu minha primeira porta técnica para ajudar estudantes a construir as próprias trajetórias. A sala de aula também me amadureceu: turmas, conflitos, dúvidas, e-mails e pedidos de apoio mostraram que o instrutor é um profissional técnico-pedagógico responsável por transformar o perfil profissional em experiências reais de aprendizagem.

Prática docente
Aprendi a combinar rigor com acolhimento: manter critérios, segurança e responsabilidade sem perder o diálogo; ouvir antes de concluir; comunicar regras com transparência; e replanejar quando as evidências mostram que a estratégia precisa mudar.
Aprendizagens que ficam
Critério não precisa excluir diálogo; acolhimento não significa abandonar responsabilidade.
Regras e expectativas compreendidas reduzem ruído e aumentam confiança.
Situações sensíveis podem se transformar em aprendizado profissional sem expor pessoas.
Evidências ajudam a aprender com o que aconteceu e a construir uma resposta melhor.

Metodologia SENAI de Educação Profissional
Em diálogo com Paulo Freire, compreendo o ensino como uma relação ativa e responsável. O foco se desloca do conteúdo “dado” para o que foi aprendido, demonstrado e reconstruído.

Liderança técnica colaborativa
Preparo-me para assumir responsabilidades maiores sem me afastar da educação. Liderar, para mim, é criar condições para que pessoas, projetos e decisões encontrem direção, registro e espaço de desenvolvimento.
“Quero ampliar minha capacidade de cuidar da educação, não me afastar dela.”